sexta-feira, 20 de maio de 2011

Esperando por dias melhores...

Definitivamente não era o que eu esperava. Cadê a harmonia, a tranquilidade e o tédio? É um mar de calmaria e de repente vira uma tsunami de acontecimentos, de emoções.. sem esperarmos, sem sabermos o que fazer e em quê acreditar! Não bastasse o nervosismo, ansiedade e indecisão na qual eu já me encontrava pelo vestibular, agora me encontro numa turbulência, tentando manter o foco em estudar, mas sempre tendo um cantinho da mente reservado para as preocupações de fatos paralelos.
Passa dia, passa noite, mas parece que estou vivendo dias iguais.. E o 'terceirão'? Que alegria e comemoração que nada! Tá todo mundo querendo é passar logo e ir pra faculdade,  inclusive eu! E aí me vêm na mente as esperanças de fim de ano, o momento do reveillon e do quanto eu imaginava coisas boas acontecendo nesse ano.. parece até ironia, agora peço a Deus pra que tudo passe logo. Passe, e se resolva.

Mas é tanta ruindade, tanta desumanidade que vai além do meu entendimento, às vezes me sinto numa novela da 8, naqueles dramas que a gente acha que não acontece na vida real. Mas acontece! Eu não sei se é bom porque assim eu aprendo desde já as maldades desse mundo ou se é coisa ruim demais ao mesmo tempo pra minha cabeça. Eu olho pros outros combinando encontros com os namorados, vejo as fotos de noites de diversão onde o maior problemas deles é a mentira que irá contar aos pais ou qual roupa vestir, e sinto uma inveja..
Por chover notícias ruins a esperança vai escapando, mas respiro fundo e tento acreditar em dias melhores, tento manter a fé e a força! "É só uma fase..", penso, e tomara que seja mesmo e que depois disso tudo tenhamos mais força para seguir em frente!

”Esteja certo de que Deus não abandona as pessoas honestas, nem dá a mão para ajudar os maus. Ele fará você rir de novo e dar gritos de alegria.”  Jó 8:20-21

"Força e fé. Repete comigo"  (Caio Fernando Abreu)

"E por um segundo dá uma vontade de desistir de tudo, mas depois você percebe que não vale a pena"

-> http://crush-crush.tumblr.com/

domingo, 1 de maio de 2011

"O maravilhoso mundo da mulher"

Pode ser a seu favor, vá lá, mas todo cuidado é pouco. Quando, no meio de uma conversa, alguém usar a perigosíssima expressão de mulher, desconfie. Tanto pode estar se referindo a um carro quanto a uma roupa, a um perfume ou uma profissão — em qualquer caso, o termo esconde, ainda que embalado em carinho e boas intenções, um preconceito horrendo. Imagine só: você vai comprar um carro, aquele momento importantíssimo na vida da mulher, e de repente é surpreendida com uma amável sugestão: “Por que não um bem bonitinho, pequenininho, branquinho, uma gracinha?”. A sucessão de diminutivos é o primeiro mau sinal. Por que você teria de escolher um carro assim? Sem falar que a existência de um carro de mulher significaria a possibilidade de um modelo oposto — o carro de homem. Que, pelo visto, deve ser bonitão, grandão, por aí. Mas do que é que nós estamos falando mesmo?

De preconceito, claro. Cada vez que seu namorado, filho, pai, irmão, amigo ou marido recomendar para você um carro de mulher, a luta feminina perde mais um round. A motivação para um conselho do gênero é a mesma que, mais cedo ou mais tarde, acabará justificando um salário mais baixo para uma mulher solteira, por exemplo. Afinal, ela precisaria ganhar apenas o suficiente para manter sua vidinha, comprar suas roupinhas e, adivinhe só, o seu carrinho. E o apartamento de uma mulher sozinha, então? Tem que ser aconchegante, dizem. Por que não um bem grande de quatro quartos, só para ter o prazer de ver os três lá, vazios, prontos para serem qualquer coisa que você quiser? O problema é o custo — e isso só poderá ser resolvido se houver um bom salário por trás. Mas essa já é uma outra história: a julgar pelas estatísticas trabalhistas recentes, a realidade ainda não favorece a mulher profissionalmente quando a comparação com a remuneração do homem é inevitável.

Na longa batalha que a mulher começa a travar pela desigualdade em relação ao sexo masculino, a tão sonhada diferença não está no modelo da roupa, no tipo do carro ou no tamanho do apartamento. Felicidade mesmo será ser reconhecida como mulher, com jornadas de trabalho justas em relação às obrigações da maternidade, por exemplo, e poder comprar um carrão todo só para ela com um salário igualzinho ao do marido. E o melhor: continuar casada com ele.

BIONDO, Sonia. Mulher integral; cem flagrantes femininamente corretos sobre a nova mulher. Rio de Janeiro: Gryphus, 1999. p. 55-56 (Fragmento).



Eu vi esse texto no meu livro de Gramática por um acaso e acabei gostando. Apesar de tantas conquistas das mulheres, de tantas lutas, a realidade ainda aponta para salários desiguais em relação aos homens. Esse tipo de coisa me irrita bastante! Sou contra qualquer tipo de machismo e esse do salário ser desigual é, para mim, um dos mais absurdos.. estamos cada dia mais conquistando nosso lugar, é lindo ver uma mulher na presidência do Brasil, mas ainda assim sei que muitas desiguladades acontecem e espero que um dia essa barreira seja ultrapassada.