quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Um troço chamado vestibular

É uma sensação de nervosismo e ansiedade, não sobra espaço para saudades, nem lamentações porque minha fase no colégio irá acabar. Só de olhar no calendário e ver que falta menos de um mês para isso tudo acabar dá um sentimento de alívio, alegria e medo hehe (risada nervosa). Tem como o medo vim junto com a alegria? Bom, se não tinha eu inventei porque é justamente assim que me sinto quando me imagino depois dos vestibulares: com alegria, porque estarei de férias, sem ter absolutamente NADA para fazer, só vegetando. Vou poder voltar a ler meus livros, assistir à váários filmes... Mas ao mesmo tempo com medo, pois ficarei até Janeiro esperando meu resultado do ENEM e consequentemente da UFPE. Para quem não sabe o ENEM é primeira fase da UFPE, farei a 2ª fase nesse fim de semana. Já a UPE dispõe de 2 métodos para entrada: pelo vestibular seriado que eu comecei no 1° ano e concluirei neste ano, o qual meu curso escolhido foi Engenharia Civil, 89 por uma vaga, kkkkkkk o mais concorrido do vestibular seriado! E tem o vestibular tradicional, as provas serão dia 4, 5 e 6 de dezembro. Neste vestibular tradicional também optei por Engenharia Civil, a concorrência foi menor, 79 por vaga, mas ainda assim é alta comparada com a do ano passado que era de 17 por vaga.
Meu foco é a UFPE, mas eu gostaria de passar na UPE porque assim eu passaria o Natal e Reveillon tranquila, já que o resultado sai até 21 de dezembro. O problema da UPE é que eu sempre tive um certo receio com as provas de lá, são sempre mais difíceis, principalmente a de Química, mas eu estou me preparando há tanto tempo e sei que eu posso tirar uma boa nota só que depois que saiu a concorrência eu fiquei ainda mais receosa.. Muita gente me diz pra esquecer isso e manter o foco em mim e deixar os outros pra lá, mas estarei mentindo se eu dissesse que não ligo pra isso!
Além dessas universidades eu ainda farei o vestibular para o IFPE (Instituto Federal de Pernambuco) para o curso de Design Gráfico. E se ainda não passar em nenhum desses, tem a UFRPE (Universidade Federal Rural de PE) que só tem o ENEM como forma de entrada e eu considerei bom o meu ENEM: acertei 136 questões com uma média de 30 para cada prova e achei boa a minha redação. No ano passado meu irmão acertou 93 questões e hoje está cursando Licenciatura em Computação lá na Rural, então acho que eu passo lá também. Estou pensando em colocar pra Engenharia Florestal ou Engenharia de Pesca.
Pra você que está lendo pode parecer que eu não acredito em mim por já ter um plano B na cabeça, mas serve como consolo pra mim e é uma forma de eu não ficar muito nervosa. Véspera de vestibular é fogo! Fico o tempo inteiro tentando me controlar pra não deixar o nervosismo tomar conta de mim e ainda assim às vezes não consigo, como sexta-feira passada que comecei a chorar parecendo uma pirralha x) E hoje eu estava tão estressada também, com vontade de estrangular um, sério! Estou dando graças por este ano já estar acabando, mesmo sabendo que sentirei falta da convivência com meus amigos, e apenas disso! Acredito que estarei bem mais feliz longe do colégio.

Bom, esse post foi mais pessoal, falando do meu nervosismo com o vestibular... Sei que não é todo mundo que se interessa, mas é o que eu estava com vontade de falar!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Três Metros Acima do Céu - Federico Moccia

Eu estava há um bom tempo sem nem tocar em um livro que não fosse de Física ou qualquer outra matéria. Para poder me dedicar melhor ao estudo decidir abdicar desse meu vício por enquanto.. mas em um fim de semana um pouco depois do ENEM eu resolvi ler alguma coisa. Daí comecei a pesquisar em estantes do Skoob e em blogs literários, acabei notando que um livro de um cara chamado Federico Moccia aparecia em quase todas as estantes: Desculpa Se Te Chamo de Amor, mas quando li sua sinopse não me interessei muito, indo para a biografia do autor, vi que ele tinha outro livro: Três Metros Acima do Céu que me instigou não só pelo título e pela sinopse, como também pelo autor ser italiano e a história se passar na Itália, acho digno sair dos EUA um pouco! xD

Babi tem 17 anos, estuda numa escola particular e faz parte de uma família de classe média-alta. Organizada e quase sempre metódica, Babi vive sem muita badalação ou sem ser impulsiva. Até que conhece Step, 2 anos mais velho do que Babi, Step não se importa em sair de restaurantes sem pagar a conta, anda sempre acima da velocidade permitida com sua moto e qualquer problema que encontra resolve na porrada. Os dois apesar de todas as contradições e problemas que encontram pelo caminho, vivem um amor inesquecível!
É o típico romance da garota recalcada com o bad-boy da cidade, mas eu vou confessar que adoro essas histórias. Porém esse livro do Federico não é apenas mais um romance água com açucar, e por isso eu gostei tanto, pelo fato de ser "real" sabe? Não no sentido literal da palavra, mas no sentido em que não tem aquela coisa de "e viveram felizes para sempre.." Ele mostra dramas que acontecem na nossa vida mesmo, com uma análise interessante de comportamentos diferentes do considerado normal pela sociedade.
O livro começou um tanto confuso para mim, pois eram vários nomes dos amigos da Babi, dos amigos do Step que eu fiquei meio perdida, mas depois fui memorizando todos. Outra coisa que percebi logo de início foi o uso das marcas das coisas, tipo, não era o celular de fulaninho de tal, era o Nokia A500. Entendem? Era tudo falado com a marca: a moto Honda, a calça Levi's, o óculos Ray Ban, enfim... Eu achei meio estranho no início até porque nem sempre eu podia ir pesquisar no google cada coisa, mas analisando depois entendi que talvez tenha sido um modo do autor nos mostrar o quão ligado à marcas é a juventude que ele retratou. Os personagens secundários também são cativantes como o melhor amigo de Step, Pollo, e a melhor amiga de Babi, Pallina.

Três Metros Acima do Céu foi um livro publicado em 1992, mas que teve uma baixa tiragem e que só foi fazer sucesso em 2004, virou febre na Itália, os livros eram xerocados e virou até filme. Eu adorei esse livro e passei dias só com as cenas dele na cabeça, aqui vão alguns trechos interessantes:

"O que vocês sabem da vida dele? Do que ele sentia naquele momento? Vocês não sabem justificar, não sabem perdoar. A única coisa que sabem fazer é julgar. Decidem a vida dos seus filhos na medida dos seus desejos, conforme as suas próprias ideias. Sem se importar minimamente com aquilo que nós pensamos. Para vocês, a vida é como um jogo, tudo aquilo que não conhecem é apenas uma carta incômoda que gostariam de não ter tirado do baralho. Não sabem o que fazer com ela, queima em suas mãos. Não se importam em saber por que alguém é violento, por que se droga, isso nem é com vocês, afinal não é seu filho, não tem nada a ver com vocês [...]
Não percebe que é ridícula, que é motivo de piada? Quer que eu vá à missa todos os domingos, mas se por acaso eu levo o Evangelho a sério demais, então a coisa já não é bem assim. Se eu amar muito os meus semelhantes, se convidar para ir até a nossa casa alguém que não se levanta quando você chega, que não sabe se comportar direito à mesa, então você torce o nariz. Talvez fosse bom vocês inventarem umas igrejas só para vocês, com um Evangelho próprio no qual nem todos ressuscitam. Só terão direito ao reino dos céus aqueles que jantam de gravata, que não assinam com escrita infantil, aqueles cujos pais vocês conhecem, os de pele bronzeada, dentes bem cuidados, os perfumados que frequentam lugares badalados. Vocês não passam de uns palhaços!"


"- Estou feliz. Nunca me senti tão bem na minha vida. E você?
- Eu? - Step a abraça com força. - Melhor do que nunca.
- A ponto de poder alcançar o céu?
- Não exatamente.
- Como assim?
- Estou a pelo menos três metros acima dele."

Agora estou louca para ver o filme e ler Sou Louco por Você que conta a vida de Step um pouco depois do que aconteceu em Três Metros Acima do Céu.

sábado, 5 de novembro de 2011

So Stand Up!



Sabe aquela sensação de felicidade? Quando tudo parece estar dando certo e você pensa que finalmente depois de uma tempestade veio o dia lindo de sol? Então.. eu não consigo ficar com essa felicidade plena. Sempre me vem na cabeça que quando tá indo tudo muito bem é porque uma merda bem grande vai vim pra sujar tudo. Eu tento não pensar besteira, tento pensar positivo, mas não adianta, a pulga sempre insiste em ficar atrás da orelha. E sabe o que é o pior de tudo? É que quase sempre uma merda acontece mesmo. E aí só reforça minha ideia de que ninguém pode estar com uma vida perfeita. Se é a Lei de Murphy, a lei da vida, o destino ou seja lá o que for.. eu não sei, mas é assim que parece ser pra mim!
Você pode pensar que é uma coisa boa, assim eu não sou pega desprevinida, mas não é uma coisa da qual eu goste muito. Porque eu acho melhor curtir os momentos bons e só deixar pra sofrer quando os maus vierem. Aliás eu tô com esse lema ultimamente, curtir o hoje, o agora! Aproveitar o momento e tentar fazer dele o melhor possível, porque amanhã já é outro dia, daqui a um ano você pode não estar com as mesmas pessoas que está agora, pode não ter a mesma oportunidade. São coisas que parecem simples e até mesmo clichê, mas é incrível como a gente quase nunca consegue colocá-las em prática. Agora não, estou realmente tentando e acho que até conseguindo na maior parte das vezes. A vida fica tão mais leve e mais simples assim.
Nossa vida é marcada por planos, e nessa fase da vida que estou acho que começa os principais: vestibular, faculdade, emprego, casamento, casa, carro, viagem... e nunca pára! E eu não acho que tenha que parar, porque nós, seres humanos temos a necessidade de ter planos, de sonhar. Se não a vida não fará mais sentido. Mas do que adianta vivermos a base de planos se não curtimos o momento de hoje? Sabe.. eu sempre ouvi uma frase que é a mais pura verdade e que deveríamos sempre tê-la na mente: "O ontem é história, amanhã é mistério e hoje é uma dádiva. Por isso se chama presente!"
Eu sempre passava muito tempo lembrando do tempo bom que foi minha infância, das brincadeiras, das amizades e do início da adolescência, vivia querendo voltar no tempo ou querendo repetir os momentos, tentava voltar a ter contato com amizades antigas.. resumindo: eu estava remoendo muito o passado. Esquecia de dar valor às amizades que eu tenho agora, tentava ser uma pessoa que eu deixei de ser, e julguei pessoas por elas terem mudado. Depois de um tempo fui aprendendo que as coisas mudam, as pessoas mudam e que só nos resta aceitar isso. Num texto de William Shakespeare ele fala: "aprendi que não precisaremos trocar de amigos, se aceitarmos que as pessoas mudam..." e passei a acreditar nela, mas hoje eu acredito em outra coisa: acho que precisamos aprender que as pessoas mudam e os caminhos que tomamos também. Umas pessoas saem da nossa vida, para outras entrarem. Não é por causa disso que os amigos antigos irão se tornar inimigos, mas normalmente ele seguirá outro caminho, terá outros gostos e quando vocês se encontrarem sempre terá aquela sensação de nostalgia e aquelas conversas de lembranças antigas. É melhor deixar tudo assim, do que tentar manter coisas que já não são mais as mesmas, isso só faz com que surjam mágoas, remorsos e ao invés de guardarmos as coisas boas dos relacionamentos, só levaremos conosco as coisas ruins.
Ora! Se eu vivo com saudades daquele tempo, eu não posso fazê-lo voltar, mas posso fazer do momento de agora tão bom quanto os antigos para que no futuro eu também possa me lembrar destes como boas lembranças. Se você ficar tanto tempo com o passado na cabeça esquecerá de dar valor às pessoas ao seu redor, deixará passar oportunidades, enfim..! O mesmo vale para o futuro, não acho que deveríamos deixar a vida rolar e ir seguindo a vida na doida, não. Acho que devemos fazer planos, mas não que façamos deles o único pensamento da nossa vida.

E para terminar esse meu momento filósofo, os deixarei com um trecho da música da Jessie J que me serviu de inspiração para essa mudança:
"Cuz' you're as old as you feel you are (Porque você é tão velho quanto você acha que é)
And if you don't reach for the moon you can't fall on the stars (E se você não chegar à lua, não poderá cair nas estrelas)
So I live my life like every day is the last, last, last (Então, eu vivo minha vida como se todo dia fosse o último, último)
[...]
If you let a frown become your normality (Se você deixar a cara feia se tornar algo normal)
You don't set an example for the youth of our humanity (Você não será um exemplo para a juventude de nossa humanidade)
If you spend everyday wishing for the next to come (Se você passar todo dia desejando ser o próximo)
Aged and lifeless is what (yes!) you'll become. Yeah yeah! (Envelhecido e sem vida, é o que você se tornará, é, é!)
SO STAND UP! (Então levante-se!)"