sábado, 17 de novembro de 2012

1º período da faculdade e carteira de motorista

Então... consegui terminar o 1º período da faculdade viva e sem ter reprovado em nenhuma cadeira. No fim, nem era tudo o que falavam que seria. Achei que eu ia ficar louca, cansada de ver números e que reprovaria pelo menos em uma matéria. Continuo sã, nas contas mal tinham números e consegui passar em tudo.
O que me faz pensar se eu desse ouvidos às outras pessoas... acho que nem engenharia eu teria feito. Que bom que eu sou teimosa e quando alguém me diz pra eu não fazer, me instiga a fazer kkkkkkk Claro que não em relação a tudo, (se alguém mandar eu me matar não vou me matar, pelo amor de Deus né gente..) mas as pessoas sempre disseram que engenharia era muito muito difícil, principalmente na Federal, que a gente se matava de estudar e não conseguia bons resultados, blábláblá.. É difícil, é, mas não é impossível! Esse foi e continua sendo meu pensamento, acredito que se eu não ter fé e não acreditar em mim, ninguém acreditará!
Outra coisa que costumam falar agora é em relação as engenharias, como eu ainda vou escolher ficam falando coisas como "Ah, engenharia civil não é muito bom pra mulher, ter que lidar com peão e viver em obra e blábláblá" poxa, não diga isso pra mim não, que eu vou querer fazer só pra voltar pra você e dizer "Viu? eu fiz!".

Com a greve, a faculdade ficou comprometida e este mês de novembro estão sendo as minhas férias, 3 de dezembro começa o 2º período que vai até abril. Uó né? mas fazer o quê... Me sinto muito estranha tendo que pensar em festas de fim de ano, presentes, roupas e ao mesmo tempo na volta às aulas.

Outra novidade é que eu fui atrás da minha carteira de motorista e depois de 9 longas aulas teóricas finalmente chegou o dia da minha prova teórica e eu passei com 29 pontos \o/ Agora é esperar minhas aulas práticas que só começam dia 5 de dezembro e Deus sabe quando sai essa carteira.

Então é isso, esse foi post só foi pra contar algumas novidades mesmo.. Até a próxima :*

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Ô conversinha boa!

Meu pai está se balançando na rede após o jantar, descansando enquanto o Jornal Nacional não começa quando eu me aproximo e começo a falar sobre o livro que estou lendo. Orgulho e Preconceito da Jane Austen. Ele não conhecia, eu demonstrei minha surpresa por esse fato já que é um clássico da literatura. Ele reafirmou que não conhecia e eu fui pegar o livro para mostrá-lo. Eu comecei a dizer que estava gostando do livro, apesar de não gostar de livros dessa época da história. Ele perguntou o porquê. Eu respondi que tento deixar de lado os preconceitos e os julgamentos, tento colocar na cabeça que era uma sociedade diferente, com valores diferentes, mas que sempre acabo julgando de alguma forma. Ele me disse que adorava romances de época, principalmente os de José de Alencar. Que como ele não era rico, gostava de ler coisas de rico e que se imaginava nos salões enormes, com roupas chiques e falando tão bem quanto os homens que ele lia sobre. Depois ele pegou os livros de Machado de Assis pra ler e sentiu uma enorme diferença, com histórias mais doidas e irônicas. Eu disse que adorava Machado de Assis e que tenho preconceito de José de Alencar por causa de Iracema, depois desse livro não li mais nada dele, mesmo depois de algumas amigas terem lido Senhora e dito que era bom. Depois ele disse que adorava ler quando era jovem, que lera a maioria dos livros de Jorge Amado, que eram livros com forte essência brasileira. Que frequentava a biblioteca do centro da cidade e que já lera inclusive "Dotosvki". O consertei, Dostoiévski, e ri muito admirada com esse fato. Nunca li Dostoiévski e nem imaginava que ele havia lido. Ele disse que pegava  os livros de autores que ouvia as pessoas falarem, ele era bem curioso e adorava colocar um lençol no chão do oitão da casa dele para ler. Quando tinha que voltar a realidade depois de ficar fascinado pelas histórias, achava chato. Me disse que era bom que eu tivesse dado pra leitura e que se sentia orgulhoso quando ia me pegar na escola e eu estava lendo na biblioteca, enquanto os outros meninos brincavam de correr.

Preciso dizer que estou até agora admirada com essas descobertas? E eu achando que só tinha puxado à minha mãe nesse quesito...